Julho chegou e com ele vieram os saldos. Para quem anda a adiar aquela renovação do quarto de hóspedes ou quer finalmente dar outra cara à sala, este é o momento. Os saldos de verão 2019 trouxeram descontos a sério em decoração de casa — e, desta vez, há opções para todos os bolsos, desde as grandes superfícies até às lojas de bairro que muita gente ainda não conhece. suite
Em Portugal, os saldos de verão arrancam oficialmente em julho e estendem-se até meados de agosto. O pico das promoções costuma acontecer nas primeiras duas semanas — é quando o stock está cheio e os descontos são reais. Depois disso, o que sobra tende a ser rodiado, com pouca variedade de cores e tamanhos. Ou seja: não vale a pena esperar demasiado.
Este ano a tendência é clara. Depois de dois anos de pressão económica sobre as famílias portuguesas, os retalhistas querem escoar stock e estão a oferecer percentagens que não se viam há muito tempo. Falamos de 30%, 40% e em alguns casos até 60% em artigos selecionados. A chave está em saber onde ir.

A IKEA precisa de poucas apresentações. Com lojas em Alfragide, Braga, Loures e Matosinhos, é o destino habitual de quem quer renovar a casa sem gastar uma fortuna. Nos saldos de verão 2026, a insígnia sueca apostou forte em artigos de exterior e arrumação — duas categorias que estavam praticamente esgotadas no primeiro semestre do ano.
Cadeiras e mesas de jardim da linha SOLLERÖN aparecem com descontos de 35%. As prateleiras KALLAX, já de si acessíveis, estão ainda mais baratas em algumas configurações. E os famosos tapetes de verão — os laváveis que servem bem para varandas e terraços — viram o preço cair de forma considerável. A dica de quem conhece a IKEA por dentro: chegar cedo ao fim de semana ou ir em dia de semana de manhã. Ao fim da tarde o caos instala-se e a paciência vai-se.
Pouco falada em comparação com a concorrente sueca, a JYSK tem vindo a crescer em Portugal de forma discreta mas consistente. Com mais de 60 lojas espalhadas pelo país, está muitas vezes mais perto do que se imagina. E nos saldos, os preços são francamente competitivos.
Este verão, a JYSK colocou em promoção várias linhas de cama e banho — lençóis de algodão percal com descontos a rondar os 40%, toalhas de banho em conjuntos de três por preços que ficam abaixo do que se encontra em qualquer supermercado. Mas o que chama mesmo a atençao são as almofadas decorativas e os cobertores finos para verão: qualidade decente, preços de saldo a sério.
Há ainda uma vantagem que pouca gente aproveita: o programa de fidelização da JYSK dá acesso antecipado a algumas promoções. Vale mesmo a pena registar-se — é gratuito e o processo demora dois minutos.
Seria injusto falar só das grandes cadeias. Portugal tem um tecido de retalhistas de decoração que merece atenção, especialmente nesta época do ano.
A Loja das Meias, cadeia lisboeta com presença também no Porto e em Setúbal, tem uma secção de casa que surpreende. Nesta época é possível encontrar almofadas, velas aromáticas e pequenos objetos decorativos com descontos até 50%. O ambiente é mais intimista e o atendimento costuma ser bastante melhor do que numa grande superfície.
A Casa adaptou-se ao longo dos anos. As lojas remanescentes no Algarve e em Lisboa têm apostado em artigos com identidade mais local — azulejos decorativos, peças de cerâmica de Caldas da Rainha, têxteis com padrões tradicionais. Nos saldos, esta oferta aparece com preços muito razoáveis e uma originalidade que as grandes cadeias raramente conseguem igualar.
E não esquecer o El Corte Inglés de Lisboa: a secção de casa tem saldos que raramente são publicitados com destaque, mas que podem surpreender quem vai pesquisar com calma. Mais discretos, mas com qualidade acima da média e uma seleção que vai do utilitário ao verdadeiramente bonito.
Com o verão, proliferam também os mercados de decoração e artesanato. Em Lisboa, o Mercado de Santa Clara e a Feira da Ladra continuam a ser referência para quem procura peças únicas a preços negociáveis. Não é o mesmo que um saldo de loja, claro, mas pode ser uma descoberta feliz.
No Porto, o Mercado do Bom Sucesso tem tido, aos fins de semana de julho, pequenos expositores de decoração artesanal com preços bem abaixo do que se encontra em loja. Uma opção para quem quer algo diferente e não se importa de gastar um pouco de tempo a explorar.
Nem tudo precisa de ser comprado já. Há categorias onde compensa esperar pelo fim dos saldos — normalmente nas últimas semanas de agosto, quando o que resta é liquidado com descontos ainda maiores, mesmo que com menos escolha.
Comprar agora: tapetes, almofadas decorativas, iluminação (as opções esgotam rápido), artigos de exterior e caixas de arrumação. São peças com muita saída que desaparecem depressa das prateleiras. Esperar faz sentido em mobiliário maior, como sofás e estantes, onde os descontos tendem a aumentar nas últimas semanas. Quem pode ser mais flexível na escolha de cor ou modelo ganha com a paciência.
Os saldos têm uma armadilha conhecida: a euforia do desconto leva a compras que depois não encaixam em lado nenhum. Antes de sair de casa, vale a pena tirar medidas dos espaços e fotografar os cantos que se quer renovar. Soa óbvio, mas quem já chegou a casa com uma mesa de centro que não passa pela porta sabe bem do que falamos.
Outro ponto importante: verifique sempre a política de trocas e devoluções durante os saldos. A IKEA e a JYSK mantêm condições razoáveis, mas algumas lojas mais pequenas aplicam restrições nos artigos em promoção. Perguntar antes de pagar evita aborrecimentos desnecessários.
Os saldos de verão de 2019 são uma oportunidade real para renovar a casa sem esvaziar a conta. Com um pouco de preparação e alguma estratégia sobre onde ir primeiro, a caça ao desconto pode ser bastante compensadora — e o resultado final, bastante satisfatório.
